28.3.08

Na altura adequada, com reflexão e responsabilidade


O debate interno no Partido Socialista de Coimbra, com elevação e dignidade própria de democratas, de cidadãos empenhados na sua cidade, só vem valorizar o nosso espaço e a própria cidade. Um mundo de homens livres e conscientes faz-se confrontando ideias e processos, permitindo a livre e consciente escolha dos eleitores. Teremos apenas todos de fazer um esforço para não embarcar em falsas polémicas, não nos deixando arrastar para questões mesquinhas que não engrandecem um partido de grandes referências e que só beneficiam os nossos adversários.
Ao disputar eleições se é legítimo reconhecer que quem ganha tem o direito a governar, tal não pode significar autismo, incapacidade de cooperar, excluir os que, com outra visão, lutaram pelo PS. Foi assim com o nosso secretário-geral, camarada José Sócrates. O partido estará sempre unido, por valores e por causas, e lógicas aparelhísticas será pecado que não nos atingirá.
O confronto de ideias, a representatividade de todos constitui a maior garantia para se não cair em falsas tentações. Nós apoiantes de Carlos Cidade, que esperamos seja o próximo presidente da Comissão Política Concelhia, estaremos em todos os combates por uma campanha vencedora nas trinta e uma freguesias. Importa ter candidatos que protagonizem o nosso programa, que correspondam ás legítimas expectativas dos conimbricenses. Esse não é um problema para agora, nem sequer um problema do PS. Na altura adequada, com reflexão e responsabilidade, analisadas as competências de tantos militantes que muito nos honram ou de cidadãos que sempre nos acompanharam, saberemos escolher o nosso Presidente e a equipe que o acompanhará á frente dos destinos de Coimbra. Com a nova lei autárquica a liberdade de escolha está alargada.
Para Coimbra o que é de Coimbra. Uma afirmação como capital regional num todo nacional que nos prestigie e nos orgulhe.
Um PS unido começará, e é isso que nos move, logo que possível, o verdadeiro combate contra o desgoverno da nossa cidade. Quanto a mim impõe-se conhecer em profundidade a situação financeira da nossa autarquia, o valor da dívida de curto e médio prazo, a capacidade de endividamento e de criar receitas sem penalizar os nossos munícipes, as contas dos serviços autónomos da Câmara Municipal, todas as responsabilidades envolvidas. Porque queremos uma campanha com rigor, verdade e credibilidade, antes de apresentarmos um programa ambicioso, termos de conhecer a situação económica/ financeira da autarquia.
Os exemplos de obras de pequeno valor, de interesse discutível, como que pretendendo desde já anestesiar a capacidade crítica dos nossos concidadãos (foram as rotundas, são os separadores fixos nas vias de circulação, como é bom recordar a velha Inglaterra onde pracetas, triângulos e semelhantes se marcam com cal no solo), não auguram nada de bom. Oxalá não se traduzam em maiores dificuldades de trânsito, num estacionamento mais caótico, em acidentes imprevisíveis, seguramente correspondem a despesas não centradas numa estratégia global de mobilidade bem necessária.
Investir numa cidade com qualidade seria, por exemplo, a recuperação da velha Alta. Mas aí bata ir ao site da Câmara e ver os valores irrisórios envolvidos, o pouco edificado recuperado, a quantidade de edifícios em crescente degradação (ou porque património da Universidade ou por desinteresse dos proprietários) mas sempre com o alheamento da nossa Câmara.Vale a pena mudar. Vamos todos empenharmo-nos numa nova política interna, para merecermos o futuro de Coimbra.
Moura e Sá
In: Diário As Beiras - 28-03-2008